Chega num feriadão ou na alta temporada e você já imagina: Rio de Janeiro, cidade turística, vai estar lotada. Como faz para curtir uma praia sem ter que concorrer com tanta gente? Bom, aqui vai uma seleção de praias lindeza pura e que, ao mesmo tempo, tem aquele quê de sossego que é tudo o que a gente quer na folga, né não?

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Praias para quem quer sossego no Rio de Janeiro

1. Praia da Joatinga

Rua Lasar Segall, s/n – Joá

Entre São Conrado e a Barra da Tijuca, essa é abençoada na geografia, entre o Pico dos Quatro e o mar, essa aqui é um colírio para os olhos. Dentro de um condomínio fechado, ela é segura, mega reservada e… curtinha (só tem 300 metros!). Aliás, vale dar uma olhada na tábua das marés por aqui, porque há dias em que o mar toma conta de tudo e a praia some!

Nos finais de semana de sol, pode apostar que vai estar cheia. Aí, você me diz: por que ela entra na lista? Porque durante a semana é uma belezinha de visitar.

A dica mor aqui é chegar cedo: o estacionamento para visitantes é bem pequeno e, mais pro fim do dia, a encosta faz sombra sobre a praia. Além disso, vale levar seu lanche e seu saquinho de lixo, já que não tem quiosques e, dificilmente, algum ambulante na área.

Como chegar

Não é das tarefas mas difíceis, mas é preciso descer por uma trilha, cujo acesso é pela Rua Sargento José da Silva (o Clube Costa Brava fica ao lado) e passar pelas pedras. E não se preocupe: a trilha é super rápida e fácil, dá até para crianças fazerem.

  • Carro: melhor opção para chegar, já que tem estacionamento no local. Só seguir pela Estrada do Joá até o condomínio Pascoal Segreto. Mas, se liga, que como comentei: ele é pequeno. Então, chegue cedo.
  • Táxi ou Uber: essa é a opção para quem não quer ter dor de cabeça com estacionamento. Mas, vale contar que o sinal de celular aqui pode ficar fraco e, por isso, é bom já deixar a volta combinada com o motorista. 😉
  • Ônibus: as linhas 556 (Rio das Pedras – Leblon), 557 (Rio das Pedras – Copacabana) e 332 (Taquara – Castelo), mas eles não entram no condomínio. Do ponto até a praia, são cerca de 15 minutos caminhando.

2. Praia do Secreto

Av. Estado da Guanabara, 1102 – Recreio dos Bandeirantes

Entre a praia da Macumba e a Prainha, fica a do Secreto. Curto, com 12 metros de extensão, o espaço é todo cercado por formações rochosas e mar. Quando a maré está alta, nem areia tem: fica tudo tomado pelas águas, formando piscinas naturais rasinhas.

É um verdadeiro achado no Rio de Janeiro e é menos frequentado durante a semana. E aí que fica a melhor pedida que é ir nas manhãs de dias úteis. Assim, tem mais chance de encontrar a bendita como quer: vazia.

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Como chegar

Para alcançar a praia, você pode atravessar pelo mar ou encarar o paredão de 15 metros de altura, numa trilha íngrime de 10 minutos, que começa na Av. Estado da Guanabara. Uma boa pedida é levar tênis para fazer o trajeto sem dificuldades. 😉

  • Carro: do mesmo jeito que na Prainha, basta seguir pela Av. Estado da Guanabara em direção a Grumari e deixar o carro na Praia da Macumba ou no Mirante da Prainha (melhor opção) e seguir andando até a entrada da trilha que dá acesso à praia.
  • Surfbus: é um ônibus especial para até 30 passageiros, com acomodação para pranchas. Ele circula das 7h às 19h e vai até a Prainha, com quatro saídas e quatro retornos para o do Largo do Machado, num trajeto de 1h30. A última saída da Prainha é às 17h30. O ticket do ônibus pode ser comprado no próprio ou em lojas de surf e agências de viagem.
  • Ônibus: há várias opções. A partir do Centro, você tem o 315, 316, 361, 2329, todos indo para o Recreio. Da Zona Sul, há o 502, 523 e 524. Da Zona Norte, pode-se pegar o 614, 690 ou 691, descer na Alvorada e, de lá, pegar um ônibus que vá até o final da Av. Lúcio Costa ou que passe pela Estrada do Pontal. Da Zona Oeste, o 817A, 823A, 854, 855, 877, 882 e 889.

3. Prainha

Av. Estado da Guanabara, s/n – Recreio dos Bandeirantes

Essa é conhecida no roteiro das praias selvagens cariocas – então, já deve imaginar que vai ter ondas e surfistas na área. Ela fica na Área de Proteção Ambiental da Pedra Branca, o que garante águas limpinhas para o banho. Mas, nem por isso, deixa de ter uma infraestrutura razoável com estacionamento, ambulantes e poucos quiosques, que servem petiscos.

A melhor coisa é chegar cedo, já que a maré tende a subir ao longo do dia e reduzir a faixa de areia, que já é bem pequena.

No caminho, vale parar no Mirante do Roncador e curtir a vista incrível da orla.

Para quem curte trilha, também vale a do Mirante do Caeté, que começa no Parque Natural Municipal da Prainha. Ela é de nível fácil, tem uns 800 metros e leva 30 minutos num ritmo confortável.

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Como chegar
  • Carro: vindo da Barra, só seguir a Av. Estado da Guanabara em direção a Grumari. Tem um estacionamento no local, com 200 vagas. Quanto mais perto da praia, mais caro fica na mão dos flanelinhas – eles chegam a cobrar R$ 20/diária. Se parar um pouco mais distante e se dispuser a fazer uma caminhadinha, dá para conseguir por R$ 10/diária. O acesso a área é controlado nos finais de semana e feriados, das 7h às 18h.
  • Surfbus: é um ônibus especial para até 30 passageiros, com acomodação para pranchas. Ele circula das 7h às 19h, com quatro saídas e quatro retornos para o do Largo do Machado, num trajeto de 1h30. A última saída da Prainha é às 17h30. O ticket do ônibus pode ser comprado no próprio ou em lojas de surf e agências de viagem.
  • Ônibus: o ônibus 823A é o que passa mais próximo. Descendo do ponto, há uma caminhada de 20-25 minutos até a praia.

4. Praia de Grumari

Av. Estado da Guanabara, s/n – Grumari

Quer águas limpinhas, tranquilidade e o menor esforço possível para chegar: vai para Grumari. Ela está no meu TOP 7 praias mais maravilhosas do Rio, não é a toa. Emoldurada por um costão rochoso, ela chega a ser uma das mais lindas da cidade.

Por ficar numa área de reserva, aqui, até o acesso dos carros é controlado nos finais de semana e feriados das 7h às 18h (tem um número máximo para circular por lá) e a infraestrutura é mais limitada, com poucos quiosques. Aliás, nem sinal de celular pega por aqui. É para curtir a praia mesmo!

Como chegar
  • Carro: só seguir pela Av. Estado da Guanabara em direção a Grumari. Lá tem estacionamento com 600 vagas.
  • Surfbus: é um ônibus especial para até 30 passageiros, com acomodação para pranchas. Ele circula das 7h às 19h e vai até a Prainha, com quatro saídas e quatro retornos para o do Largo do Machado, num trajeto de 1h30. A última saída da Prainha é às 17h30. O ticket do ônibus pode ser comprado no próprio ou em lojas de surf e agências de viagem.

5. Praia do Abricó

Grumari

Na continuação da praia de Grumari, essa é para quem curte a ideia do naturismo. Ela é bem reservada, cercada por morros cobertos com a vegetação nativa, e uma das mais limpas do Rio.

Tem até uma fiscalização da Associação Naturista da Praia do Abricó na conduta da galera que frequenta e quando a nudez completa é obrigatória para todos. Aliás, se vai praticar naturismo, é melhor fazer quando eles estão por lá.

Normalmente, a fiscalização acontece nos finais de semana e feriados (exceto Natal, Ano Novo e Dia das Mães) em que o tempo está para praia – pois é, nos dias muito frios, pode ser que não estejam por lá.

Como chegar
  • Carro: do mesmo jeito que na Prainha, basta seguir pela Av. Estado da Guanabara em direção a Grumari.
  • Surfbus: é um ônibus especial para até 30 passageiros, com acomodação para pranchas. Ele circula das 7h às 19h e vai até a Prainha, com quatro saídas e quatro retornos para o do Largo do Machado, num trajeto de 1h30. A última saída da Prainha é às 17h30. O ticket do ônibus pode ser comprado no próprio ou em lojas de surf e agências de viagem.

6. Circuito de praias selvagens da Barra de Guaratiba

 

Barra de Guaratiba

No Parque Estadual da Pedra Branca, entre Grumari e a Barra de Guaratiba, são cinco praias: a praia do Perigoso, do Meio, Funda, dos Búzios (ou das Conchas) e do Inferno. Elas ficam distribuídas numa trilha de 3,5 km com nível de dificuldade moderado e 3 horas de duração, mais ou menos.

Não conte com ambulantes ou quiosques por lá: leve o seu próprio lanche e água. Até porque a trilha vai fazer você sentir necessidade.

Praia do Inferno

O nome até assusta. Mas é só um nome. Pequenininha, outra que entra para o hall dos 300 metros, ela é toda decorada com formações rochosas e mata nos arredores. Aliás, dá para cruzar com os bichinhos da região aqui – não se assuste com os macaquinhos.

Praia Funda

Entre a praia do Meio e a do Inferno, essa aqui é a mais selvagem das três. A mata, a parede rochosa e o mar que bate forte fazem questão de deixar claro que o lugar não é para os menos experientes. Mas nada disso tira a beleza dela, com suas falésias verdes e águas claras. Ah, não tira.

Praia do Meio

Fica a 2 km de caminhada. Das praias do circuito, essa é a mais comprida: 350 metros (oh, esperança!). Tem ondas bacanas para surf e um cenário lindo, com direito à Pedra do Telégrafo nos arredores.

Praia dos Búzios

As piscinas naturais moldadas pela Pedra da Tartaruga já são o encanto dessa praia pequenininha. Do circuito de praias da Barra de Guaratiba, essa é a mais tranquila de alcançar – apesar de ter que encarar a trilha do mesmo jeito.

Praia do Perigoso

Apesar de badalada nos finais de semana e durante o verão, o lugar até que é um cantinho de tranquilidade, sim. O nome, pelo que dizem, é da fama de um dia ter sido a rota de fuga de presidiários vindos da Ilha Grande para o Rio – mas isso foi há tempos, se é que foi mesmo. O que é garantido aqui são as águas limpinhas e a areia fina.

Como chegar
  • Carro: seguir pela Estrada da Barra de Guaratiba (Estrada Burle Marx) e pegar a rua Parlon Siqueira.
  • Ônibus: pelas linhas 387 e 867 (Campo Grande – Barra de Guaratiba) até a Praia de Guaratiba. De lá, é seguir a trilha.
  • Barco: é possível negociar o passeio com barqueiros na Praia do Canto, que não sai por menos de R$ 25-30.



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Apaixonada pela vida, tenta viver a expressão “carpe diem”. Acredita que cada viagem é um meio de aprender mais sobre a humanidade e o seu próprio eu, por isso ama pôr o pé na estrada. Gosta de contribuir para que outras pessoas tenham experiências cada vez melhores de viagem, por isso quando sabe que um amigo vai viajar, já vem com sua listinha de dicas. A melhor viagem? É sempre a do momento.

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