Um dos pontos turísticos mais queridinhos de quem visita Gramado, na Serra Gaúcha, o Mini Mundo justifica porque. O lugar é um parque temático diferente dos que você vê pelo Brasil. E, ao mesmo tempo, é uma cidade em miniatura que reúne cartões-postais de vários pedacinhos da Europa e da América do Sul (por enquanto, né?).  Além disso, tudo é interligado por rodovias e ferrovias com direito a trenzinhos de verdade e tudo!

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Primeiro, de onde veio essa ideia do Mini Mundo?

Só vou contar essa história porque achei muito fofa mesmo. Então, vamos a ela.

O Mini Mundo começou a nascer em 1979, quando um avô, o Sr. Otto Höppner, resolveu fazer uma casinha de boneca para a netinha. Essa casinha de boneca é aquela que a gente passa assim que entra no Mini Mundo. É essa que está na foto de capa dessa matéria, logo ali atrás da fonte dos desejos. Sim, ela é imensa para uma boneca, mas é do tamanho perfeito para uma criança. Afinal, ela que tinha que brincar, né?

Mini Mundo - História
A história do Mini Mundo nas paredes do parque

Tudo na casinha ainda é o original: a pintura das paredes, a sacadinha, e por aí vai. A única coisa que foi retirada foram as escadas que davam acesso à sacada, para evitar acidentes com as crianças que visitam o local.

Mas, voltando ao nosso “era uma vez”, além da casinha, o avô também fez um ferrorama de 130 metros para o netinho. Coisa modesta, eu sei. A intenção disso tudo era fazer a alegria dos netos e, de quebra, também entreter os filhos dos hóspedes do hotel Rita Höppner.

E hoje, a quem interessar possa, o Mini Mundo está na quarta geração.

Mini Mundo - Hall da Fama
Famosos que já passaram no Mini Mundo vão para o Hall

O que esperar da visita ao Mini Mundo?

As miniaturas

Bom, você veio aqui curtir um parque temático em miniatura e é exatamente isso que vai fazer.

A maior parte das miniaturas são da Alemanha, que é a origem da família Höppner, dona do Mini Mundo e também do hotel que já falei ali em cima e de uma rede de chalés de Gramado. Mas há outras: do Brasil, concentradas ao fundo do parque  no “primeiro andar” , com o Museu do Ipiranga de São Paulo (o mais recente de todos, com direito a jatinhos de água nas fontes!), a Igrejinha de São Francisco de Assis em Ouro Preto, a estação de São João del Rey, e por aí vai; da Argentina, localizadas na parte superior do parque, com o Aeroporto Internacional de Bariloche e os Andes ao fundo e um vulcão com fumacinha saindo e tudo; da Suíça e da Itália, ambas no térreo.

Mini Mundo - Palácio do Ipiranga
O palácio do Ipiranga, cheio dos detalhes, que nem o original
Mini Mundo - Bariloche
O aeroporto de Bariloche com os Andes ao fundo

Em frente a cada miniatura tem uma plaquinha explicativa com uma foto do lugar original para que a gente possa comparar.

Mini Mundo - Trenzinho
O trenzinho passando na ponte…

E outro detalhe básico: tudo no Mini Mundo é feito na proporção de 1:24. Inclusive as arvoreszinhas, que são bonsais plantados em vasos de um tamanho tal que permita que cresçam nessa mesma proporção. Aliás, ao embarcar no Mini Mundo, não se preocupe com o câmbio. Aqui, a cotação de M$ 1 é R$ 0, 041 (=R$ 1/24)! 🙂

Curiosidades e observações

1- Todo esse trabalho meticuloso é feito na oficina deles, que fica no Hotel Rita Höppner (claro, tem uma miniatura dele lá também!), onde trabalham artesãos especializados. E não pensa que a coisa é simples, não. Eles fazem testes com as peças para que suportem temperaturas extremas, já que elas ficam  a céu aberto e, portanto, expostas a  -10 °C no inverno e 47°C no verão.

2- Para completar a perfeição da coisa, boa parte dos materiais usados para confeccionar as miniaturas são os mesmos dos originais. Por exemplo, o Castelo de Lichtenstein é realmente feito de basalto, como o que fica lá na Alemanha.

3- Para ter uma ideia de como esse trabalho é minucioso: o Castelo de Neuschwanstein, que inspirou o da Bela Adormecida da Disney, levou 9 meses de dedicação exclusiva de toda a equipe para ser feito!

4- Também por conta dessa oficina também, cês não vão se espantar se eu disser que sempre tem uma miniatura nova. Agora, vem a notícia quente, prepara o coração (#metidaabesta): vai estrear uma nova ainda esse ano!

5- Sabe a réplica lindona do Navio San Diego? Na inauguração dela em 2011, até o superintendente da Hamburg Süd, a construtora do original, veio!

Mini Mundo - Estaleiro
O Navio San Diego

6- Sim, a torre de TV de Hamburgo, mesmo em miniatura, é gigante! E o Cuco de Triberg (Alemanha), idem! Afinal, esse é o maior do mundo, a versão reduzida continua sendo grande, não tem como.

Mini Mundo - visão geral
Olha o tamanho da torre!

Os habitantes

Não é só de construções que vive a cidade! Existem mais de 2.000 habitantes, que aumentam a cada ano, com direito a registro no censo e tudo.

Você vai saber os nomes e histórias de vários deles pelas publicações no jornalzinho. E, sabia que tem eleição lá? Pois é, até isso estava rolando por lá também.

Entre os habitantes, tem aqueles que interagem com você. Assim que chegamos no Mini Mundo, encontramos o Jonas, o limpador de chaminés do parque que foi o nosso guia (e pode te ajudar também, só procurar por ele!). Segundo a cultura alemã, se você toca em um, tem sorte para a vida toda. Bom, assim me contaram quando entrei no parque, né? Vamos ver!

Mini Mundo - Limpador de Chaminés Jonas
O Jonas, nosso guia (repare nos trajes típicos de limpador de chaminés)

Tem também os ursinhos Gui e Ana, as meiguices em pessoa! A bruxinha Ju nos recebeu na entrada e é tipo a “fada madrinha” da cidade, sabe? E, se prepara: tirar uma foto com ela é mega concorrido.

Mini Mundo - Ursinha
A Ursinha Ana, toda meiga

As histórias

Assim que você entra, recebe o jornalzinho do Mini Mundo. Nele, encontra várias histórias do que está “acontecendo” por lá. E quando digo acontecendo, é acontecendo mesmo. Você pode procurar que vai achar várias cenas hilárias em ação. Aliás, essa é uma das diversões do lugar.

Tenta só encontrar o Ricardinho fugindo pela janela e sendo confundido com um operador de antenas, a noiva em fuga, o incêndio na pensão da dona Boló Tinha e por aí vai.

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Além disso, tudo é extremamente bem feito. A cena do incêndio tem direito a bombeiro com água de verdade, tá? Outra que nos chamou muito a atenção: uma casa onde estão jogando videogame com TV ligada dentro da sala! Daqui a pouco se sair o Jebediah de lá de dentro vou sair correndo!

Mini Mundo - Videogame
Repara que as coisas estão ligadas dentro da casa!

Para tornar a coisa ainda mais interessante, ainda tem clássicos representados, como os Beatles atravessando a rua. Achei muita criatividade para um lugar só!

Mini-Mundo - Beatles
Os Beatles!

Os detalhes práticos do Mini Mundo

Como aproveitar melhor?

– Se você é do tipo que não curte atrações muito cheias, vou te dar a dica: esteja no Mini Mundo assim que abre. No final da manhã, a partir de umas 11h, o lugar costuma encher de gente. E, vou te dar outro motivo: Gramado é fresquinho, mas em dias de sol, não fica legal andar a céu aberto. Cedo, tudo fica mais agradável. 😉

– Falando em clima, procure reservar dias sem chuva para ir no Mini Mundo. Como expliquei, o passeio é feito, na grande maioria do tempo, a céu aberto.

Leia o jornalzinho do Mini Mundo e procure as cenas, o passeio fica muito mais divertido.

Mini Mundo - Nós de habitantes
Nós de habitantes do Mini Mundo

Que comodidades tem?

Se você é do tipo que adora uma lembrancinha, fica tranquilo que o Mini Mundo tem duas lojas para isso.

Além disso, ele também conta com o Café Mini Mundo, que fica logo na entrada do parque. Se entrar aqui, aproveite e experimente um bom chocolate quente e uma torta alemã inesquecível.

Para a criançada, na parte de cima do parque, tem uma área de brinquedos, assim como perto do Cuco e dos banheiros, com direito àquelas xícaras girantes de deixar a gente tonto.

Mini Mundo - Cuco
O maior Cuco do mundo representado no Mini Mundo

Quanto custa?

Os ingressos podem ser comprados no parque, no dia da visita, ou online.

Faixa etária Preço
Crianças (entre 2 e 12 anos)  R$ 18
Adultos (maiores de 12 anos e menores de 60) R$ 28 (R$ 26, comprando online)
Sênior (maiores de 60 anos)  R$ 14

Quanto tempo leva?

Reserve entre 1h30 a 2h para que possa realizar a visita com calma.

Como chega?

O Mini Mundo fica próximo à Rótula das Bandeiras, um ponto bem conhecido da cidade. Aqui, vou explicar como chega de Gramado e de Canela.

A partir de Gramado

Caminhada

Para quem está hospedado no Centro de Gramado, ele fica a aproximadamente 1 km de distância, ou seja, uns 20 minutos de caminhada.

Táxi

A outra opção é usar táxi, onde a corrida fica em torno de R$ 10 a partir do Centro.

Carro

Se for de carro, o trajeto do centro até lá é esse aqui do mapinha. Basicamente, é seguir a Avenida Borges de Medeiros e virar à direita após a Rótula das Bandeiras.

#dicadeviajante

Aqui, cabe uma observação: quando for parar, verifique se é em uma área livre para estacionamento. Caso estacione em uma das áreas cobertas pela zona azul, não esqueça de pagar na maquininha e deixar o ticket à amostra no carro, pois os fiscais passam verificando a qualquer momento e multam mesmo.

A partir de Canela

Ônibus

Se vier de Canela, pegue o ônibus na Rodoviária e desça na de Gramado. A passagem custa R$ 3,45 e os ônibus passam a cada 20 minutos. Da rodoviária de Gramado até o Mini Mundo, são menos de 10 minutos de caminhada.

Táxi

De táxi, a tarifa fica em torno dos R$ 30-35 a partir do Centro de Canela.

Carro

Vindo de carro, o caminho é pela Avenida das Hortênsias e até encontrar a Rótula das Bandeiras em Gramado e entrar na Rua Horácio Cardoso, à direita.

Lembrando que vale a mesma observação do estacionamento dali de cima. 😉

Dá para combinar com…?

Uma boa pedida é combinar a ida ao Mini Mundo com um passeio pelo Centro de Gramado, que fica bem próximo. Por lá, você vai encontrar o famoso Palácio dos Festivais e, ao lado dele, outras duas atrações da cidade: a Catedral e a Fonte do Amor Eterno, uma boa pedida para os apaixonados. Se estiver com crianças, considere, ainda, uma ida ao Mundo do Chocolate, da Lugano.

Indo pro Centro, também não descarte a possibilidade de um almoço agradável na Rua Coberta.

Caso tenha a chance de ir um pouco mais longe, a Aldeia do Papai Noel é uma ótima pedida. Ainda mais porque o Natal está chegando, né?

No sentido contrário disso tudo, fica outro passeio lindo e mais tranquilo: o lago Negro.

E a acessibilidade?

Uma das coisas que me fez curtir muito o Mini Mundo foi a questão da acessibilidade. Cês sabem: sou muito ligada nisso!

Boa parte do parque possui rampas de acesso pensadas para quem tem dificuldade de locomoção. Todas elas respeitam as normas de inclinação e tamanho para quem usa cadeira de rodas, como resultado de um estudo que eles promoveram.

Só não vi essa facilidade no acesso ao parquinho das crianças. Se não fosse isso, a acessibilidade seria total. No entanto, eles já perceberam esse detalhe e estão com ele na mira do projeto de melhorias que vai ser feito em fevereiro, no período em que o parque fica fechado para manutenção. 

Outra coisa bacana: caso alguém tenha dificuldades de locomoção e não esteja com a cadeira de rodas, eles disponibilizam uma para a pessoa.

Mini Mundo - Bondinhos
Os bondinhos em operação no Mini Mundo

Para completar, o parque também dá atenção a outras necessidades especiais. Eles possuem atendimento diferenciado e exclusivo para pessoas com deficiência visual. Nesses casos, elas tem a liberdade de tocar nas atrações do lugar: plantinhas, réplicas, trens, carros e mini habitantes. E, ainda, eles tem um trajeto especialmente feito para esse fim, além de ter o jornalzinho disponibilizado em Braille.

Ah, e para quem tem dificuldades auditivas, sabem o nosso guia, o Jonas? Ele também faz o tour que fez com a gente em Libras, aqueeeela linguagem dos sinais. Não é perfeito?

Informações Práticas

Endereço Rua Horácio Cardoso, 291, Gramado.
Horário de Funcionamento Diariamente, das 9h15 às 17h
Telefone (+55) 54 3286 4055
E-mail [email protected]

[email protected].br

Site www.minimundo.com.br

Quem aí anima de colocar o Mini Mundo no roteiro de Gramado?

Estivemos no Mini Mundo a convite, mas em todo momento foram resguardadas as nossas opiniões aqui expressas. A nossa prioridade e compromisso é repassar informações verdadeiras aos nossos leitores amigos. Afinal, a experiência de vocês é o que há de mais importante para a gente. 🙂

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Apaixonada pela vida, tenta viver a expressão "carpe diem". Acredita que cada viagem é um meio de aprender mais sobre a humanidade e o seu próprio eu, por isso ama pôr o pé na estrada. Gosta de contribuir para que outras pessoas tenham experiências cada vez melhores de viagem, por isso quando sabe que um amigo vai viajar, já vem com sua listinha de dicas. A melhor viagem? É sempre a do momento.

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