O lado leste de Florianópolis já rende uma viagem completa pela variedade de coisas que tem para fazer por aqui. No cardápio do que fazer tem restaurantes, trilha, lagoa e praias – por sinal, as com cara mais selvagem e melhores ondas para surfistas estão aqui.

Florianópolis - Reserva Hotel

O que fazer no lado leste de Florianópolis

 


Lagoa da Conceição

Leste de Florianópolis - Lagoa da Conceição

Cartão postal de Floripa, a Lagoa da Conceição é daquelas que é difícil ignorar – ainda mais por ser a maior lagoa da ilha. Até para quem mora, que curte demais comer um pastel ou sentar no gramado olhando para o horizonte no final do dia.

O que fazer na Lagoa da Conceição

Já deu para perceber que até o gramado virou atração aqui, né? À beira da lagoa, ele é usado para fazer piqueniquetomar sol – sim, há quem venha de biquini para se jogar nessas águas tranquilas – e curtir o fim do dia, já que a área fica linda no cair da tarde.

Falando em águas calmas, por isso mesmo elas são perfeitas para a prática do caiaque e do stand-up paddle, sendo possível alugar os equipamentos (R$ 20/hora) para essas atividades por aqui também. Se quiser fazer uma rápida comparação de preços e equipamentos, vá mais para o fim da Avenida das Rendeiras: lá tem várias barracas para aluguel à disposição.

|+ como montar mala prática e funcional para a praia.|

Se ventar, aproveite para arriscar umas aulinhas de windsurf e kitesurfe – ou ficar admirando quem faz.

Uma visita muito indicada pelos moradores É à costa da lagoa.

Daqui, também vale fazer uma visita à Costa da Lagoa, uma área mais conhecida e indicada por moradores da região, ideal para quem curte a natureza e boa culinária. Para chegar, você pode optar entre o passeio de barco que sai da ponte da Lagoa da Conceição ou a trilha, de cerca de 1h30.

Falando em passeio de barco, há scunas disponíveis para o passeio que ficam na faixa dos R$10-20 por 1 hora.

Além disso, vale passar vasculhando as lojas da praça, a feira de artesanato no final de semana ou os pontos de venda das rendeiras (na… Avenida das Rendeiras!), que vendem a tradicional renda de bilro em formatos variados – toalhas, vestidos e até bijus.

O centrinho é recheado com uma variedade de foodtrucks, restaurantes, pubs e cafés é um dos points para a vida noturna.

Dicas para melhorar a experiência na Lagoa da Conceição

  • Passando pela Avenida das Rendeiras, o melhor pastel da ilha fica no restaurante Ilha Formosa ( Todos os dias, a partir das 10h30 | Avenida das Rendeiras, 1956 | +55 48 3232 5040). Os sabores mais pedidos por lá são o de berbigão, camarão com catupiry e carne seca com queijo e de bacalhau.  Só fica o aviso: não é dos mais baratos, mas quem mora realmente indica o lugar. Para pegar uma mesa externa com vista para a Lagoa da Conceição, você precisa chegar cedo ou ter sorte. O final do dia é ainda mais concorrido que o horário do almoço, pois é quando os manezinhos vem para o happy hour.
  • Na Costa da Lagoa, procure a comida caseira e frutos do mar do restaurante Lagoa Azul ( Todos os dias, 9h às 19h | Servidão Caminho Costa da Lagoa, 177 | +55 48 3335 3009). Apesar de movimentado, o lugar, que funciona há quase 30 anos, tem preços razoáveis.
  • Para o happy hour, procure por um dos vários pubs da região. Se for para escolher um, procure pelo The Black Swan ( Segunda a sexta, a partir das 16h; Sábados, a partir das 12h; Domingos, 12h às 19h | Avenida das Rendeiras, 1956 | +55 48 3234 5682), onde na happy hour rolam promoções interessantes no cardápio além de shows (mais para o fim da noite, a “entrada” é cobrada a parte). Só atente para chegar cedo e não ter dificuldades de escolher o lugar. Outra opção é o Bar do Boni, que oferece cervejas artesanais e petiscos à beira da Lagoa.
  • Outra opção, dessa vez para dançar para valer é a Casa de Noca ( Quarta a segunda, a partir das 22h | Avenida das Rendeiras, 1176 | +55 48 3238 5310). Bem frequentado pela galera mais nova e que conta com DJ, música boa e petiscos.

Como ir

Se estiver hospedado nos arredores, essa é a melhor opção: ir andando.

Indo de carro, saiba que encontrar um estacionamento na rua é uma missão complicada (especialmente em horário de almoço). A Avenida das Rendeiras, por exemplo, fica com uma fila imensa de carros do lado da lagoa por conta do estacionamento gratuito e os particulares cobram, sem dó, R$ 10 por qualquer parada rápida. Se for a única opção, paciência.

Mirante do Morro da Lagoa

Leste de Florianópolis - Mirante do Morro da Lagoa

Na entrada do bairro e com uma vista panorâmica da Lagoa da Conceição, o mirante quase nunca está sozinho.

Além da vista, o letreiro “Floripa” acaba, por si só, uma outra atração.

Dicas para melhorar a experiência no Mirante do Morro da Lagoa

  • Se quiser ficar com o local só para você, opte por chegar bem cedo, de preferência em dia de semana.

Como ir

Por estar numa avenida movimentada, a melhor opção é o carro. No local, há um pequeno estacionamento gratuito.

Praia da Joaquina

Leste de Florianópolis - Praia da Joaquina

Uma das praias mais lindas e famosas de Floripa, é daquelas que entra logo no roteiro. Especialmente, para quem vem pela primeira vez à Ilha. Por isso mesmo, você sempre vai ver vários ônibus de excursão fazendo fila no estacionamento.

A faixa de areia é bem extensa e as ondas ótimas para quem surfa. Aliás, não é à toa que ela é sede de Campeonatos Internacionais.

O que fazer na praia da Joaquina

A Joaquina é bem conhecida por suas dunas de areias brancas, por isso, vale caminhar até as benditas e, se animar, alugar uma prancha para fazer sandboard – surfe na areia – ou esquibunda, com uma prancha mais larga. Há algumas barracas de aluguel e o custo é praticamente padrão: R$ 20/hora para cada pessoa – sim, cada um recebe uma pulseira de controle!

Pare no caminho para chegar mais facilmente às dunas.

Para chegar às dunas, vale parar no caminho até a Joaquina, de carro, ou voltar andando pela estradinha mesmo. Não arrisque pela areia: além de ser mais sacrificante fisicamente, pode ser que ela esteja bem quente, dependendo do dia.

Para completar, na beira da praia há tem umas pedras para lá de fotogênicas e super tranquilas de subir.

Se nada disso agradar, dá para ficar simplesmente estirado na areia ou para praticar algum vôlei ou frescobol (acredite, faz-se tanto isso que tem até quadras próximas ao estacionamento). Caso queira alugar as cadeiras de praia e sombrinhas, é possível pelo valor de R$ 10/dia, cada.

Dicas para melhorar a experiência na Praia da Joaquina

  • Evite os feriados e finais de semana na alta temporada: ela fica simplesmente lotada.
  • Se quer um local mais tranquilo para ficar, vá para mais longe dos restaurantes. As pessoas costumam se concentrar nos arredores deles.

Como ir

Definitivamente, a melhor opção é o carro. Há estacionamentos particulares a partir de R$ 5, ou de quanto o seu bolso quiser dar, no caso dos flanelinhas que ficam ali nos arredores do estacionamento mais próximo da praia.

 Outra opção são os passeios com ônibus de turismo.

Praia Mole

Leste de Florianópolis - Praia Mole

Você chega a achar o nome engraçado, mas tem justificativa: a areia é fofíssima! Justo por isso que dificilmente vai ver alguém correndo por aqui – o esforço só para caminhar já é grande.

A sensação aqui é de ter ido para longe, já que não há tanto quiosques à vista e as lanchonetes ficam bem escondidinhas. A ironia do destino é que está a uma distância razoavelmente curta (de carro) do centrinho da Lagoa.

Menor que a Joaquina, a praia é a favorita da galera mais jovem e, especialmente no verão, do público LGBT. Famílias mesmo serão poucas que vem para cá. Além disso, os surfistas também adoram a área, pelas ondas, claro.

O que fazer na Praia Mole

Como tinha dito, a sensação é de estar numa área sem infraestrutura, mas isso não acontece. Há bares na beira da praia, que à distância, pela vegetação ao redor, parecem até não estar lá. Alguns deles tem uma carinha de lounge, bem agradável.

Lá pelo canto esquerdo fica o mais visível de todos: o Bar do Deca ( Todos os dias, a partir das 9h30 | Praia Mole | +55 48 3232 2052), que é o ponto preferido da galera GLS. Aqui, espere música ao som do DJ e muita animação.

Se não quiser gastar muito nos bares, há sempre a opção de alugar a cadeira de praia (R$ 10/dia) e relaxar. Ou, a opção 0800: estender a saída de praia na areia mesmo.

Para os mais radicais, fiquem à vontade. O morro à direita é usado como pista de vôo livre.

Dicas para melhorar a experiência na Praia Mole

  • Para o roteiro, fica perto a Praia da Joaquina. Por isso, vale combinar em um mesmo dia, se quiser.
  • Outra opção ainda para o roteiro é combinar com a Barra da Lagoa e, no caminho entre elas, parar no Mirante da Lagoa para namorar a vista. Só não se anime de fazer as 3 praias (Joaquina – Praia Mole – Barra da Lagoa) no mesmo dia: curta a praia e evite pagar mais estacionamentos. Além disso, leia o tópico a seguir. 😉
  • Na alta temporada (e nos finais de semana ensolarados, mesmo fora dela) ir/voltar da Praia Mole exige uma boa dose de paciência dos motoristas. O trânsito fica muito carregado e, num trecho que levaria poucos minutos, passa a levar mais de uma hora. Além disso, pegar vaga no estacionamento também é sacrificante lá pelo meio do dia. Por isso, chegue cedo e volte logo no início da tarde. Assim, evita os dois perrengues: trânsito e dificuldade para estacionar.

Como ir

De maneira semelhante, a melhor opção é o carro. Há estacionamentos particulares a R$ 10 com duchas para o banho (ótima pedida pós-sol), bem no alto da praia.

Barra da Lagoa

Leste de Florianópolis - Barra da Lagoa

Uma aldeia de pescadores, com cara bem açoriana, de ruas estreitas guarda a praia. Além da pesca, produtos que saem dos arredores são a tarrafa e a renda.

Se é para escolher um destaque para a área, que seja a Pedra do Frade, que era usada pelos povos primitivos como observatório astronômico.

Deixando a história de lado, a praia é o oposto da Mole. Tem uma areia mais firme e é ótima para caminhadas ou corridinhas.

O que fazer na Barra da Lagoa

A praia região é bem estruturada e dá para arriscar num dos restaurantes nos arredores da praia.

Além disso, há uma unidade do Projeto Tamar ( Todos os dias, 9h30 às 17h30; Entre o Natal e o Carnaval – este ano, 21/12/2017 a 18/02/2018, 10h às 19h | Rua Professor Ademir Francisco s/n, Barra da Lagoa | +55 48 3236 2015 |  [email protected]) por ali, cuja visita é bem estimulada com placas em tudo que é lugar da ilha.

Dicas para melhorar a experiência na Barra da Lagoa

  • Mais uma para o roteiro: você pode optar ficar o dia na área. Daqui, é possível ir caminhando até a Prainha da Barra da Lagoa e a Praia de Moçambique, onde o visual é bem lindo.
  • Também sofre com o mesmo problema de trânsito de fim de dia que a Praia Mole, por isso, se programe de sair no começo da tarde ou tenha paciência.

Como ir

A melhor opção, como a maioria dos casos em Florianópolis. Por ser uma praia bastante popular, o estacionamento não vai ser fácil, especialmente nos finais de semana ensolarados e alta temporada.

Prainha da Barra

Leste de Florianópolis - Prainha da Barra

Até mais conhecida como Prainha do Leste, essa praia fica ao sul da Barra da Lagoa. O nome no diminutivo já deixa a dica: ela é curta em extensão. Mas não se acanhe: os turistas mesmo assim procuram bem a área.

O que fazer na Prainha da Barra 

Além disso, cercada de pedras para todos os lados, a vista fica para lá de fotogênica e dão um ar privativo para o lugar. Além disso, essa geografia toda serve de quebra vento natural.

O samba todo sábado no único bar da região atrai ainda mais gente no final de semana.

Dicas para melhorar a experiência na Prainha da Barra
  • Não se acanhe: suba as pedras e fique babando com vista.

Como ir

Chega-se à Prainha pela Barra da Lagoa, passando pela ponte do Canal e seguindo pela trilha.

Praia do Moçambique

Leste de Florianópolis - Praia do Moçambique

Parte do Parque Florestal do Rio Vermelho, esta é a praia mais selvagem e extensa da ilha. São quase 9 km de costa sem infraestrutura de restaurantes, quiosques ou até ambulantes.

Curiosamente, o nome da praia vem do molusco moçambique, um dos frequentadores da praia.

O que fazer na Praia do Moçambique

Caso não tenha ficado claro, a melhor coisa que se faz aqui é curtir o sol e um dia lindo, num ambiente com menos interferência humana.

Se você curte pegar ondas, boa notícia: essas são ótimas e a praia também é bem frequentada por outros surfistas.

Além disso, há como pegar barquinhos que vão até a Costa da Lagoa. Eles ficam ainda dentro do Parque, do outro lado da rua.

Outra ideia é fazer a Trilha Ecológica do Rio Vermelho ( Terça a Domingo,  10h às 17h no verão e  9h às 16h no inverno | Parque Estadual do Rio Vermelho | +55 48 3665-4492 |  [email protected]) que é guiada para grupos de até 30 pessoas e tem saídas a cada 30 minutos (20 minutos no final de semana). A trilha está mais para uma caminhada bem civilizada, diga-se de passagem.

Dicas para melhorar a experiência na Praia do Moçambique
  • Carregue água e lanchinhos na mochila, a praia não tem infraestrutura.
  • Por ser menos frequentada, deixe para um final de semana de sol na alta temporada.

Como ir

Por estar numa reserva, a melhor forma de chegar ao local é de carro e deixar no estacionamento da entrada do Parque.

Praia da Galheta

Linda, semideserta e intocada, a praia, no Parque Natural Municipal da Galheta, fica um pouco isolada estrada. Talvez por isso, seja a praia oficial para praticar o naturismo na ilha. Aí, não sei por qual dos dois motivos, mas fato é que menos turistas aparecem aqui.

Para tranquilizar (ou não!), o nudismo mesmo aqui é opcional: tira a roupa quem quer. E também não tem fiscalização na entrada, para deixar a galera mais a vontade mesmo (sem trocadilhos!).

No alto verão, a praia é bem frequentada pela galera GLS.

O que fazer na Praia da Galheta

Além, claro, do nudismo, a praia de vez em quando tem ondas interessantes para surfistas.

Além disso, por conta do seu acesso, os trilheiros de plantão podem achar na Praia da Galheta uma boa recompensa: já que para chegar até aqui, só por trilha. As melhores vistas ficam no percurso mais longo, que leva em torno de 2 horas e começa na Barra da Lagoa. Dá para ver a costa da Praia do Moçambique e, no ponto mais alto, da Mole e da Galheta, além da Lagoa da Conceição.

A natureza ainda deixa de presente umas bicas naturais de água doce a partir do morro no arredor da praia. Há quem chegue de trilha e beba a água!

Dicas para aproveitar melhor

  • Leve lanchinhos na bolsa, pois não há infraestrutura ao redor.
  • Se quiser combinar com outra praia, que seja a Praia Mole. Essa fica do lado da trilha mais fácil (vê o Como ir) e ainda tem como deixar o carro no estacionamento.

Como ir

Além de carros serem proibidos por aqui, a praia só tem dois acessos e ambos são por trilha. A mais curta – e, diga-se de passagem, mais popular – é a que sai pela costa norte da Praia Mole (ou à esquerda de quem olha pra o mar) e tem 300 metros. A outra, num caminho que, além de mais longo, é mais difícil, é pela Barra da Lagoa em direção à Praia Mole.

Deixe seu carro em um estacionamento da Praia Mole e venha por trilha até aqui.

Praia do Gravatá

Leste de Florianópolis - Praia do Gravatá

Outra praia bem menos popular, é a Praia do Gravatá – é desconhecida até alguns manezinhos. Ela fica entre as famosinhas Joaquina e Mole e, como essas duas, tem ondas fortes.

Com uma areia branca e fininha, ela é curtinha em extensão e, dependendo da maré, em largura também.

O curioso aqui é o nome: gravatá é o nome popular para as bromélias que cobrem as pedras da praia.

O que fazer na Praia do Gravatá

Além de descansar na areia, você pode também fazer a trilha que dá acesso à Praia do Gravatá. Rápida e bem leve, ela começa via Lagoa da Conceição.

Dicas para aproveitar melhor a Praia do Gravatá

  • Como não tem infraestrutura de restaurantes e barracas, leve seu próprio lanche e água.
  • Chegue cedo, para deixar seu carro na Avenida das Rendeiras e seguir para a trilha.
  • Cuidado na trilha para não ser espetado nos gravatás.

Como ir

O acesso à praia é pela trilha. O início da trilha fica ao final da Avenida das Rendeiras com a SC-406.

 De carro, a melhor opção é deixá-lo na Avenida das Rendeiras e seguir pela trilha, que deve ser de uns 30 minutos.

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Apaixonada pela vida, tenta viver a expressão "carpe diem". Acredita que cada viagem é um meio de aprender mais sobre a humanidade e o seu próprio eu, por isso ama pôr o pé na estrada. Gosta de contribuir para que outras pessoas tenham experiências cada vez melhores de viagem, por isso quando sabe que um amigo vai viajar, já vem com sua listinha de dicas. A melhor viagem? É sempre a do momento.

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