A maioria dos turistas vai viajar com uma lista pronta, um roteiro bem planejado para não perder nem um segundo. Ainda mais quando vamos para a Europa, não é mesmo?

Mas e se eu te falasse que existem atrações que, às vezes, valem muito mais a pena do que as atrações mais recomendadas nos roteiros?

E se você pudesse conhecer um outro lado de Amsterdam, na Holanda, e chegar em casa contando tudo diferente do que seus amigos contaram?

Vem conhecer 10 lugares para visitar em Amsterdam fora do roteiro tradicional, recomendados por locais!

#1 Dutch Resistance Museum

A casa de Anne Frank é um dos destinos mais visitados de Amsterdam, principalmente para ver o Anexo, onde Anne e outros judeus de sua família e amigos viveram de 1942 a 1944. Embora esta seja uma inesquecível lembrança de luta e perseverança, um constante aviso para nós de todo o horror que as guerras trouxeram para a história humana e literalmente um “tapa na cara”, a casa de Anne Frank é sempre cheia de turistas. Se você não chegar antes das 9 da manhã, um pouco cedo para quem festejou na noite de Amsterdam, você vai acabar ficando um bom tempo na fila, às vezes chegando a horas.

Mesmo assim, se você quiser fugir de planejar viagem com antecedência, comprar ticket online, esperar em filas de horas…vá ao Museu da Resistência Holandesa! Em inglês “Dutch Resistance Museum” te leva a uma viagem pela história da resistência holandesa contra a dominação nazista, na mesma época de Anne Frank! O Museu conta com objetos da época que a Alemanha dominou a Holanda, como era o dia-a-dia das pessoas em Amsterdam e por toda a Holanda. Conta com muitas fotos da época, vídeos com depoimentos, além de contar também um pouco da história da colonização holandesa pelos trópicos.

É também um pedaço de história, é também uma memória da guerra, assim como a casa de Anne Frank, é emocionante. Porém sem fila nenhuma!

Ingressos:

Crianças (7-16 anos): € 5

Adultos (mais de 16 anos): € 10

Grátis para quem tem I Amsterdam City Card (saiba mais aqui).

Endereço do museu no site.

 #2 Os moinhos de Kinderdijk

Quer ter uma experiência verdadeiramente holandesa, e tirar umas fotos muito diferentonas? Vai para Kinderdijk! É a maior concentração de moinhos de vento que já vi na vida, e não precisa pagar nada para entrar.

Kinderdijk fica nos arredores de Rotterdam, então saímos um pouquinho de Amsterdam agora, para voltar depois.

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Moinhos Kinderdijk

Protegido pela UNESCO, este local conta com 19 moinhos perfeitamente preservados, iguaizinhos aos primeiros moinhos feitos na história da Holanda, quando as ilhas ao Oeste do país ainda não haviam sido drenadas e transformadas de mar para terra, ou seja, era tudo mar por ali.

Os moinhos de vento foram erguidos nos anos 1600 para drenar um local que sofria com muitas enchentes que aconteciam desde o século 13! Uma dessas enchentes, em 1421 acabou dando nome ao Kinderdijk, pois deu origem a uma lenda chamada “o gato e o berço”. A lenda conta que depois de uma tempestade, um bercinho de madeira foi visto flutuando ao longe sobre a enchente. Dentro do bercinho havia um gato, que ficava pulando para dentro e para fora do berço, para impedi-lo de afundar até que chegasse à margem. Quando o berço chegou até as pessoas em terra, os locais descobriram que havia um bebezinho lá dentro, e o gato havia cuidado dele por toda a viagem. Por isso chamaram essa região de Kinderdijk, porque Kinder é criança e dijk é dique (de contenção da água).

Hoje em dia os moinhos foram substituídos por moinhos modernos muito mais eficientes, mas são conservados como atração pra gente tirar fotos incríveis!

 #3 A verdadeira casa de Anne Frank

Já falamos de Anne Frank na primeira dica deste post, mas garanto que vale a pena falar de novo. Existe um bairro, e uma casa, onde ela viveu com os pais, e que fica perto da livraria em que o pai dela comprou o diário que faria esta família se tornar mundialmente conhecida.

Não é a casa onde eles se esconderam dos nazistas, o Anexo, mas sim onde viveram antes disso.

Neste bairro você pode ver diversos tributos à família como estas placas:

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Placas (Foto: Juliana Arthuso/Virando Gringa)

Ou uma estátua de Anne:

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Estátua de Anne (Foto: Juliana Arthuso/Virando Gringa)

O bairro se chama Rivierenbuurt, junto da praça Merwedeplein. Hoje em dia é um bairro residencial comum, mas conta tanta história como a casa de Anne Frank contaria.

A livraria onde Otto Frank comprou o famoso diário da filha ainda funciona, graças a blogs como o Ducs Amsterdam, que divulgam. A livraria se chama Jimmink, e para chegar lá pegue o tram 4 (tram=bondinho), na Centraal Station ou ponto que preferir, e desça na Walstraat.

De cara já vai ver a loja de fachada amarela e azul chamada Boekhandel Jimmink. O dono parece que quis manter o aspecto antigo, pois ela não é tão organizada e “bonitinha” como as outras atrações que se referem a família de Anne Frank. Talvez esse seja seu maior charme.

 #4 Visite o Museu Stedelijk (Arte contemporânea)

Um museu pouco mencionado aqui no Brasil, o Stedelijk fica também na Museu Plein, aquela das letronas “I Amsterdam”, e parece uma imensa banheirona branca!

Lá dentro você encontra muito mais que formatos esquisitos de prédio, encontra arte contemporânea num museu de 3 andares, com muita informação em vários idiomas, e um café bacana.

Em 2017, o Stedelijk está comemorando 100 anos do movimento De Stijl, aquele que revelou o Mondriaan!

Se o nome não te diz nada, com certeza você conhece a obra, ou já “viu em algum lugar”.

Junto com Mondiraan você encontrará, no Stedelikj de 2017, fotos, obras e depoimentos de Theo van Doesburg, que criou o nome do movimento De Stijl através de uma revista que ele mesmo publicava, entre outros artistas. Eles começaram um movimento extremamente moderno para sua época, pois são do começo do século XX. Muita gente imitam, ou se inspiram nesses artistas hoje em dia!

#5 Visite o Museu da fotografia: photography (Foam)

 Outro museu sem filas é o Foam, museu da fotografia. Ele é como uma ONG, uma associação de várias pequenas empresas e fotógrafos, que faz exposições mensais, anuais, dependendo da demanda. 

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Os preços variam de 8 euros para estudantes, até 11 euros para outros. O museu também conta com um café com ótimos petiscos tipicamente holandeses.

 #6 Visite Museus de assuntos muito randômicos

A Holanda é um dos países com mais museus por habitante, então você deve imaginar que tem museu de qualquer coisa!

No caso de Amsterdam, temos uma pequena lista de museus muito curiosos e que fogem do convencional: Museu da tortura medieval (Torture Museum), Museu do sexo ao longo das eras (Sex Museum), Museu das casas-barco (Houseboat Museum), Museu das Tulipas (Amsterdam Tulip Museum), Museu das drogas leves (Hash, Marijuana & Hemp Museum), Museu das bolsas (Tassenmuseum), e Museu dos gatos nas artes (!!!) (Katten Kabinet).

Muitos estão na área restaurada, cheia de prédios históricos, onde é mais lotado de turistas. Porém, como são muitos pequenos museus e são assuntos variados, raramente tem fila.

 #7 Fuja dos passeios guiados de barco, e pilote seu próprio barquinho nos canais!

Todos os guias de Amsterdam te contam para alugar uma bicicleta. Eles dizem “veja a cidade como um local, pegue uma bike”.

Mas e se tivesse um jeito diferente?

Os holandeses tem hábitos bastante particulares quando se fala de bike. Se você for todo “turistão” ou “turistona” andando devagar, curtindo a vista, se metendo em todas as faixas da ciclovia, sem sininho, sem saber aonde está indo, sem saber sinalizar direito seus movimentos (sim, existem sinais pra virar, parar, etc…) meu amigo você vai ser atropelado!

Para turistas, a melhor pedida é caminhar ou ir de barco! Afinal, Amsterdam não é a cidade dos canais? A Holanda toda não reside em torno da água? Claro que sim!

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Barquinho de pedal em Utrecht (Foto: prefeitura de Utrecht)

Uma empresa que fornece esse tipo de barquinho em Amsterdam, por exemplo, é a Canal.

Mais uma vez, você vai estar percorrendo um patrimônio da UNESCO. Os canais de Amsterdam tem mais de 400 anos de história e o passeio através deles vai proporcionar uma vista linda de uma das arquiteturas mais peculiares do mundo ocidental.

 #8 Experimente cervejas holandesas, muito além da Heineken 

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Cerveja puro malte e petiscos na Brouwerij het IJ (Foto: Divulgação)

Amsterdam conta com muitas oportunidades para quem quer entrar no mundo da cerveja. Muitos bares da cidade tem sua própria cerveja e vendem aos turistas todo dia. Um dos locais mais recomendados para visita e degustação de cerveja, não muito longe do centro, e com preços bem acessíveis é a Brouwerij het IJ, (Endereço: Rua Funenkade 7).

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A cervejaria (Foto: Juliana Arthuso/VirandoGringa)

 #9 Faça bungee jumping em Den Haag

Além de ser uma das cidades praianas da Holanda, Den Haag conta com estrutura completa para quem gosta de esportes radicais!

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Bungy Jump Holland (Foto: Divulgação)

As praias são muito frias nem se comparam ao imenso e tropical litoral brasileiro, mas vale a pena visitar se quiser fazer kite surfing, passear de caiaque ou pular pendurado de cima de uma torre! Eu não pularia, mas tem louco pra tudo não é mesmo? 

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Bungy Jump Holland: teria coragem? (Foto: Divulgação)

#10 Visite o Museu do Escher, também em Den Haag

O Museu Escher (Escher in het Paleis, ou Escher no Palácio) é um museu com as obras do artista gráfico holandês M. C. Escher. Está hospedado no Palácio Lange Voorhout desde novembro de 2002.

Para quem não conhece, Escher é um artista holandês do impressionismo e surrealismo. Senão lembrar do nome, você provavelmente conhece as obras:

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Em 2015, revelou-se que muitas das impressões em exibição no museu eram réplicas, digitalizadas a partir de impressões originais e impressas no mesmo tipo de papel usado pela Escher, ao invés de impressões originais de Escher como elas tinham sido rotuladas. Porém, o valor do museu continua, e o fato de ser interativo também contribui muito para que seja um dos que mais vale a pena visitar. 

Endereço e info: Escher in het Paleis

Além de visitar atrações não convencionais, aqui vai a dica mais valiosa para aproveitar a cidade dos canais: reserve um pouco dos seus planos para o improviso, deixe a cidade te mostrar umas surpresas. Se inspire no Zeca Pagodinho e “deixe a vida te levar” caminhando pelos canais, aproveitando as ruelas estreitas e curtindo os parques e outras atrações. Os melhores passeios aparecem quando menos se espera.

 |Aqui você encontra mais artigos de Amsterdam no Virando Gringa.|


Virando Gringa PerfilSOBRE A AUTORA

JULIANA ARTHUSO

Autora do Virando Gringa, já foi intercambista e adora falar sobre o tema, além, claro, viagem mochilão e bolsas de estudo no exterior. Acompanhe o Virando Gringa no Facebook e Instagram!

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