A coisa boa de a gente morar numa cidade turística é que dá para aproveitar as horas vagas para explorar cada um dos seus cantinhos e fazer passeios que normalmente não faria em viagens. Pensando nisso e colocando um pezinho do nosso espírito aventureiro para fora que nasceu o post de hoje.

Ele é justamente para você que quer explorar o seu Indiana Jones interior e não sabe por onde começar (exagerei um pouquinho só!). Então, vamos por um começo fácil, leve e recompensador: a famosa trilha da Pedra Bonita.

Sobre o passeio

A gente tava de carro e combinamos com a nossa guia de nos encontrarmos no Corpo de Bombeiros do Alto da Boa Vista. Deixamos o carro por lá e pegamos o ônibus dali em direção ao início da trilha. Essa foi uma ótima pedida para o dia, porque o estacionamento mais próximo da trilha é o da pista de vôo livre que costuma ser difícil de estacionar durante os fins de semana e, uma vez você querendo ir embora, tem que ter disposição para encarar a fila de carros que se forma.

Enfim, descemos em frente à rampa que daria acesso ao início da trilha e ao bendito estacionamento de que estava falando. Essa rampa já é uma seleção natural, porque a bichinha (apelido carinhoso… não pense que é inha) é tão hard que até alguns carros menos potentes ficavam pelo caminho. #cenadedardó 

Entrada para a rampa do estacionamento e da trilha

Só que a gente é orgulhoso e manteve a língua dentro da boca mesmo tendo vontade de dar aquela respirada tipo cachorro depois de ir e voltar 500 vezes buscando o frisbee. Aliás, é bom ficar ligado, porque a rampa é estreita e, por não ter calçada, é preciso prestar atenção ao sobe e desce dos carros.

E a aventura começa aqui!

A notícia boa: essa é a “pior” parte. A trilha em si é bem tranquila e chega a ser classificada por muitos guias como nível leve/médio. Dá para fazer em uns 40-60 minutos respirando muito e bem. Na própria plaquinha de entrada da trilha tem a informação de que ela pode ser feita em 35 minutos, para vocês verem como estou falando a verdade.

Início da trilha… tranquila, né?

Aliás, a trilha não tem sequer nem um “trepa pedra”!!! Mas o trajeto é de subida não muito puxada, com alguns trechos de solo mais acidentado e outros com raízes de árvores à amostra. Porém, como já tinha dito, nada absurdo. Por sinal, acho até que essas raízes ajudam a subir com mais segurança. Especialmente para gente como nosotros que vamos para trilha com tênis de corrida. Preparaaaaados…

Pedra da Gávea

Quando você começa a ver um pedacinho mais íngreme, pronto, se anima, mais 5 minutos e tá chegando! E quando finalmente está no topo, é aquela vista linda com a Pedra da Gávea bem na sua frente, a pista de vôo livre lá embaixo, a praia de São Conrado e o Morro Dois Irmãos à esquerda, toda a Barra à direita… enfim, o Rio aos seus pés!

Praia de São Conrado, uhu!!! Momento zen vendo a Barra da Tijuca…

Depois de muita admiração e um pequeno lanchinho, nos demos conta de que tínhamos esquecido de levar água! Erro de principiante. Mesmo com a sede saariana, ainda pegamos fôlego para descer a trilha e continuar a subida daquela rampinhaona do estacionamento, de que falei lá em cima. Quando chegamos no local do vôo livre, uma boa surpresa: um quiosque vendendo lanchinhos e… ÁGUA! Nunca bebi um litro de água (sim, 1 litrinho só meu!) tão rápido. Aí, foi perfeito: partiu boas fotos do vôo livre pela Cidade Maravilhosa!!!

Bora descer, galera?

Dicas

– Itens que não podem faltar na sua mochila:

– Precisa falar? Não esqueça água. Especialmente se pegar aquele sol abençoado de domingo de manhã que a gente teve. Dá sede durante a trilha e, especialmente, lá em cima.

– Falando em sol… inclua na checklist o protetor solar! Importantíssimo para sua saúde pós-trilha.

– Repelente! Afinal, ninguém quer levar nada além de boas lembranças dessa trilha, certo?

– E… que tal um lanche levinho para repor as energias?!?

– Câmera, of course! Afinal, você vai desejar levar um pouco de toda a beleza que vai ver lá no topo para recordar depois e compartilhar no insta. Marca a gente que vamos curtir muitoooooo: #lolepocket! Só uma coisita: não leva a câmera profissa canhão para o passeio… com o celular ou uma compacta você consegue fazer fotos bacanas sem carregar peso demais nas costas. Até porque a vista te permite boas fotos sem muito esforço!

– Não vá só com a mochila prontinha: avalie seu preparo físico! Sempre importante, por mais que a trilha seja leve. Afinal, tem que ter o mínimo de fôlego para subir as rampas. Vi gente morrendo porque resolveu fazer a trilha de uma hora para a outra e não estava acostumado nem a fazer uma caminhadinha de 10 minutos durante a semana. Saúde em primeiro lugar, galera!

– A trilha é fácil, mas não vá sozinho. Leve pelo menos um amigo, porque além de compartilhar um passeio bacana é sempre bom ter alguém com quem se contar caso seja necessário.

– Se for de carro e pensa usar o estacionamento lá do voo livre, chegue cedo. E quando eu digo cedo é CEDO MESMO! A gente estava lá pelas 9h30 e a galera já estava encontrando dificuldades para ter lugar. 11h era fila para descer e para subir no estacionamento!

– Caso seu espírito radical esteja bastante aflorado, combine com o voo livre! Para isso, é bom contratar os serviços de um instrutor credenciado. Não é possível fazer no local. Então é legal já ver previamente no escritório do Clube de Voo Livre de São Conrado, que fica próximo à praia de São Conrado. Se quiser deixar para decidir depois de fazer a trilha, também dá. Você vai na pista de vôo livre e procura alguém do CVLSC que eles te levam em São Conrado para assinar os papéis e depois trazem de volta para o vôo.

Eu não sou passarinho, mas bem que adoraria voar…

– Outra coisa radical a se fazer por lá é escalada. Mas para isso é bom que você tenha um treinamento prévio, né? A quem interessar possa, uma empresa que trabalha com esse tipo de turismo e faz treinamentos de escalada é a Kmon. #ficaadica

Funcionamento:

O parque funciona todos os dias de 08:00 às 17:00. Em horário de verão vai até as 18:00. Não fique além desse horário: é perigoso e crime ambiental!

Como chegar:

Do Corpo de Bombeiros, pegamos o ônibus 448 (no ponto do mesmo lado da rua) indo para o Macaraí/São Conrado. Esse ônibus passa pela Estrada da Pedra Bonita. pode pedir ajuda ao motorista perguntando sobre a descida na rampa de voo livre ou contar para descer na 7ª parada.

A desvantagem de ir de ônibus: nos fins de semana, o 448 passa praticamente de hora em hora, sem muito horário certo para passar. No nosso caso, demos sorte na ida e conseguimos pegar o buzão umas 08:30, depois de 10 minutos de espera. Na volta, esperamos uns 20 minutos e desistimos. Acabamos voltando andando até o carro. Ficaram curiosos? Deu 30 minutos de caminhada e chegamos lá junto com o ônibus.

Outra opção, é ir de carro. Partindo do Corpo de Bombeiros, é seguir a rua Boa Vista no mesmo sentido do ônibus 448. Depois pegar a estrada da Gávea Pequena, siga para a estrada da Pedra Bonita e estrada das Canoas. Na estrada das Canoas, é possível ver à direita a entrada da rampa para a trilha identificada com uma placa para a pista de vôo livre. Todo esse trecho dá uns 5 km.

O ruim de ir de carro é o estacionamento, que é razoavelmente pequeno (tipo, para uns 20-30 carros, mais ou menos). A rampa de acesso à trilha e ao estacionamento é estreita e só permite a subida/descida de só um carro por vez, o que faz tudo ser mais difícil ainda.

Custo da visita:

Gratuito.

Como se vestir:

Roupas leves, respiráveis e que te permitam flexibilidade. Ah, e claro: tênis ou bota para trilha. Altamente contraindicado por razões óbvias o uso de saias, jeans, sandálias ou chinelos!

Público alvo:

Essa trilha é leve, mas não acho bom pessoas de idade ou crianças de colo irem.

Mais informações:

Guia do Visitante do Parque Nacional da Tijuca.

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Apaixonada pela vida, tenta viver a expressão "carpe diem". Acredita que cada viagem é um meio de aprender mais sobre a humanidade e o seu próprio eu, por isso ama pôr o pé na estrada. Gosta de contribuir para que outras pessoas tenham experiências cada vez melhores de viagem, por isso quando sabe que um amigo vai viajar, já vem com sua listinha de dicas. A melhor viagem? É sempre a do momento.

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