Temos medo de estarmos conosco, mergulharmos em nosso interior. O silêncio e sua prática nos leva a esta possibilidade de encontro profundo e revitalizador. Com o silêncio, encontramos a paz e o amor incondicional vem com toda a força transformadora.

‘O amor é a força mais sutil do mundo. O mundo está farto de ódio’. É é este ódio irracional e distante da força criadora que destrói,corrompe e ensurdece a humanidade.

Pare! Recomece! Reprograme-se… O silêncio pode ser o ponto chave desta nova caminhada. Pratique-o diariamente e transforme um pouco nosso mundo. Ouça-se.

‘Temos de nos tornar a mudança que queremos ver no mundo. Você tem que ser o espelho da mudança que está propondo. Se eu quero mudar o mundo, tenho que começar por mim.’

Pratique diariamente o silêncio da paz. Respire profundamente algumas vezes. Inspire e sopre lentamente até ir relaxando e mergulhando dentro de si mesmo. Feche os olhos e silencie seus medos, preocupações e ansiedades diárias, por alguns momentos. Dê a chance à sua paz e a paz do mundo.

‘Faça a sua parte, se doe sem medo. O que importa mesmo é o que você é… Mesmo que outras pessoas não se importem. Atitudes simples podem melhorar sua vida.’

Você nunca sabe que resultados virão da sua ação. Mas se você não fizer nada,não existirão resultados. Espalhe esta ideia.

Transforme o mundo, a partir de você.

‘Seja a mudança que você deseja para o mundo.’

(Mergulho em você mesmo – Mahatma Gandhi)

Outro dia, ouvi um palestrante afirmando que “passamos a vida inteira tentando juntar casas, carro, objetos que nem vamos levar desta vida”. Isso mexeu profundamente comigo. Pensei na tolice e na futilidade que tem guiado a vida da maioria das pessoas. Pensei no modo como alguém (realmente muito bom!) firmou uma imagem na mente de toda a sociedade de que para sermos considerados bem-sucedidos devemos cumprir certos requisitos do “ter”. Dali me peguei perguntando se as pessoas com contas bancárias recheadas conseguem imaginar o que fazer com tudo o que tem. Confesso que eu não teria ideia. Pelo menos não se focasse em mim, apenas.

Durante a palestra ouvi aquelas frases de efeito de que o verdadeiro sucesso não está em ser vencedor em uma carreira, mas em uma vida. Ouvi de gente que tinha muito dinheiro e aparente saúde e, que de uma hora para outra, enfartou. Dali, decidiram tomar outro rumo na vida. O que achei curioso: não voltaram para as ações e empresas bem sucedidas, viagens caras, roupas de marcas mais desejadas. As pessoas se voltaram para a simplicidade de viver em família, em algum recanto aconchegante, tranquilo e sem muito do “conforto” da alta tecnologia e informações que chegam na velocidade da luz.

Comecei, então, a pensar nas coisas que mais gosto de fazer nessa vida. E descobri que as que mais amo são…DE GRAÇA! Aquele prazer de conversar com alguém que ama, de sentir seu cheiro, o calor do seu abraço, a alegria da sua presença. O cheirinho de uma comida deliciosa preparada com carinho pela mãe, avó, tia. Ouvir aquela música que a gente adora e se deleita tanto, que começa a dançar e cantar sem a preocupação de ser afinado ou agradável de ver. O sorriso involuntário de alguém com a sua chegada. Receber aquele bilhetinho inesperado com só duas palavras: “te amo”. O calor do colo da sua mãe naquele dia em que você mais precisa. A segurança de saber que pode contar com a sua família sempre que precisar. As mãozinhas de um bebê, seja ele seu irmão, seu filho ou afilhado, segurando o seu dedão e mostrando o quão importante você já é para ele.

Estava mergulhada nesses pensamentos quando o orador da palestra disse que estudos comprovavam que as pessoas altruístas são aquelas que são mais felizes e vivem mais. Acho que isso é um pouco lógico, já que são pessoas que se deliciam profundamente nessas pequenas coisas que estava falando antes. São essas pessoas as que aproveitam a vida ao máximo. São as que mais amam e são mais amadas. E de tanto amar, não encontram espaço para o rancor, o ódio e o egoísmo. Elas não perdem tempo com isso. Elas, ao contrário, exercitam o perdão, a paz e a alegria de ver o bem-estar do outro.

Essa semana, li uma matéria sobre uma menina que passou 14 anos trabalhando, se preocupando em juntar dinheiro e, um belo dia, viu que ter tudo o que todo mundo idealizava, o conforto do dinheiro e um trabalho glamouroso, não a preenchiam completamente. De repente, percebeu que, mesmo com todos os requisitos teoricamente cumpridos, não era feliz. Largou tudo, juntou o dinheiro e foi viajar pelo mundo. Nada contra, mas acho que daqui a um tempo pode ser que ela perceba que mesmo assim ainda não é feliz. Não torço para isso, que fique claro. Mas, enquanto o foco da sua vida é exclusivamente você, por mais que mude o que faça, o propósito será sempre o mesmo. Então, o reflexo na sua vida dificilmente vai mudar.

Por exemplo, jantar sozinho uma boa comida é maravilhoso. Mas, jantar com mais alguém, apreciando a mesma comida, nos dá a sensação de que é melhor ainda. Nós não fomos feitos para conquistas isoladas. A solidão é uma das coisas mais tristes que há. Com ela, o prazer das coisas desaparece. Só que pessoas egoístas, focadas apenas em si, não sabem alimentar o amor. O amor precisa ser plantado, mas também precisa ser regado.

Esse período natalino é uma boa época para se pensar nisso. Jesus é o maior exemplo de que o fato de eu e você estarmos aqui não é que eu vá procurar a minha felicidade e você a sua. Ele não procurava estar entre os mais abastados, mas estava sempre buscando resgatar alguém e disseminar o amor de Deus. Ele nasceu, cresceu e viveu em simplicidade e, mesmo assim, hoje Ele é a pessoa mais bem sucedida e famosa de todo o mundo. Por que? Porque o foco da vida dele era o amor aos outros. O amor é a força com maior poder transformador desse mundo.

Ame-se, mas ame os outros como você se ama. Mesmo quando as pessoas “pisam na bola”, continue amando-as. Você não gosta de ser amado e perdoado quando erra? Não gosta de ser ajudado quando precisa? Essa é uma das chaves para uma vida feliz. Porque o que importa não é aonde se chega, mas o caminho que se trilha. É esse o prazer da vida. E te garanto que essas atitudes vão atrair muito amor, carinho e coisas boas para você mesmo. E quem sabe um dia a pessoa que receberá a mão amiga não será você mesmo?

Daí vem o primeiro projeto para esse Natal. Queria propor de formarmos uma grande rede de ajuda. Estava observando que, enquanto muitas famílias se reúnem para trocar presentes que as pessoas muitas vezes nem precisam, há outras que passam apertadas, sem ter o que comer ou vestir. Olhe para o lado, veja alguém próximo a você, e, ao invés de dar um presente a alguém abastado, dê algo útil a quem precisa. Combine com a sua família um amigo-oculto, divirta-se. Festeje com mais alegria ainda sabendo que outra pessoa, com a sua ajuda, vai ter um Natal feliz também. Eu e meu marido publicamos em nosso Facebook a seguinte mensagem:

Aos nossos amigos e familiares que dariam presentes para nós esse ano… Queremos um Natal menos consumista. Se pudermos pedir algo, que seja amor, carinho e companheirismo. Não precisam de gastar com a gente qualquer outra coisa que não seja um pouco de tempo. Se quiserem usar seu dinheiro com bens materiais, gostaríamos que direcionassem para as pessoas que precisam. Façam o Natal de alguém que precisa mais cheio de esperança. A gente se sente abraçado e feliz assim também. É isso que é o Natal, o amor de Deus e a renovação das nossas esperanças. É Deus presente em nós. Que revelemos o amor de Deus através dessa disposição! Essa é a forma que achamos bacana comemorar e queríamos compartilhar com vocês. Beijos em todos os corações!

Se você quiser, replique essa mensagem. Vamos atrás de um Natal mais feliz não só para nós, mas para outras pessoas também. Sejamos a mudança, o contrabalanço desse mundo. “O amor é a força mais sutil do mundo.”

Em tempo… sugestão da prima dessa música fofa que está bem sintonizada com o clima do post!

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Apaixonada pela vida, tenta viver a expressão "carpe diem". Acredita que cada viagem é um meio de aprender mais sobre a humanidade e o seu próprio eu, por isso ama pôr o pé na estrada. Gosta de contribuir para que outras pessoas tenham experiências cada vez melhores de viagem, por isso quando sabe que um amigo vai viajar, já vem com sua listinha de dicas. A melhor viagem? É sempre a do momento.

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