Cada viagem tem aquela história que te deixa desesperado, nervoso ou até chateado de início, mas que você sabe que vai render umas boas risadas quando lembrar e for contar para alguém. E, na Grécia, a terra onde começou o conto das tragédias, acabamos vivenciando algumas boas que fizeram a gente aprender coisas “na marra”.

Hoje vou contar uma para vocês. Mas me prometam uma coisa: não vão rir de mim! Já estão rindo, né? Enfim… bora sentar que tem história!

SEMPRE verifique o horário de funcionamento

Era um final de tarde e decidimos aproveitar para conhecer o Jardim Nacional de Atenas. O Jardim é uma lindeza só e nos perdemos caminhando dentro dele. Íamos olhando os mapas pouco explicativos espalhados por lá e decidindo para que ponto ir.

Passeio Jardim Nacional de Atenas - Grécia
E no começo era tudo diversão…

De início, era diversão. Até que a pessoa aqui cismou que tinha que achar um laguinho com uma ponte que estava no desenho do mapa. Rodamos, rodamos, rodamos… até que enfim achamos o dito cujo. Mas era tarde e não tínhamos a menor ideia disso.

Nós passamos por um casalzinho “dando uns amassos” e ouvimos um apito. Ah, o guarda do Jardim devia estar chamando atenção deles pelo comportamento em público. Bom, foi o que pensamos de início.

Mais um tempinho, e passou uma família com um carrinho de bebê. Nada de estranho. Continuamos lá, admirando a beleza do Jardim. Até que nos demos conta: estava escurecendo e o Jardim não tem iluminação.

Ponte do Jardim Nacional de Atenas - Grécia
E olha a pontezinha, finalmente!

Fomos andando para a saída mais próxima: fechada. Corremos para outra: fechada. Estava ficando escuro e nós, presos! Daí, a pessoa aqui, no auge do meu pânico, começou a pedir ajuda (“Help me, pleeeeease!!!”) aos pedestres que passavam do outro lado dos portões. Eram uma moça, um senhor e um outro rapaz. Um deles até riu e falou que era o segundo dia consecutivo que aquilo acontecia.

Disseram que a gente tinha duas opções: a civilizada e a nem tanto. A civilizada era atravessar o jardim de volta e pedir por socorro para os guardas do Parlamento, já que eles teriam a chave dos portões. A nem tanto era pular o muro do jardim. Optamos pela “nem tanto”, já que os nossos amigos gregos do outro lado do muro disseram que nos ajudariam. E assim foi.

Lá estava eu, toda desengonçada subindo pelas grades do Jardim Nacional de Atenas. Não sei se tinha mais medo de um guarda nos pegar ou de cair. A gente viaja para passar essas vergonhas longe de casa! Meu marido se virou bem, acho que os meninos tem um talento nato para isso. Algumas meninas também, mas esse obviamente não é o meu caso. #fail

Perguntei depois aos nossos novos amiguinhos porque não tinha alguma placa avisando do horário de funcionamento do Jardim. Aí eles contaram uma coisa que me fez sentir boba (essa foi a palavra mais educada que consegui pensar para colocar aqui): quando vai fechar o Jardim, o guarda apita para avisar às pessoas que devem sair pois os portões serão fechados. E eu pensando que era pudor grego…

Informações Práticas

 Endereço  Amalias 1, Atenas 105 57.
 Funcionamento  Do amanhecer até 30 minutos antes do pôr-do-sol (ouviu o apito, procure a saída)
 Ingresso Gratuito.
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Apaixonada pela vida, tenta viver a expressão "carpe diem". Acredita que cada viagem é um meio de aprender mais sobre a humanidade e o seu próprio eu, por isso ama pôr o pé na estrada. Gosta de contribuir para que outras pessoas tenham experiências cada vez melhores de viagem, por isso quando sabe que um amigo vai viajar, já vem com sua listinha de dicas. A melhor viagem? É sempre a do momento.

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