Pucón

Subida ao vulcão Villarica: dicas para a melhor experiência da sua vida

Vulcão Villarica - capa

Subida ao vulcão Villarica: dicas para a melhor experiência da sua vida

Muita gente vem a Pucón sonhando com uma coisa: subir o vulcão Villarica. E o interesse da galera é justificável, já que esse é o vulcão mais ativo da América Latina. Tanto é verdade que se você der aquela pesquisada básica no Google, vai descobrir que o bendito teve uma erupção em março do ano passado. Mas não se preocupe, ele é constantemente monitorado e todo mundo é alertado com antecedência.

De qualquer jeito, já dá para entender o nome carinhoso que os mapuches deram a ele, Rucapillán, que quer dizer “casa do demônio”. Tem dias que de longe você consegue ver o Villarica soltando sua fumaça e mostrando que tá ali, “vivinho da Silva”.

Agora, voltando a falar da subida do vulcão, a missão de hoje é te contar a realidade e dar as dicas para se preparar para a melhor experiência da sua vida. Então, vamo que vamo!

Villarica - Pucón

A cratera do vulcão Villarica: olha só o que nos aguarda!

Para subir ao vulcão Villarica, esteja preparado para…

O sucesso da sua subida ao vulcão vai depender de vários fatores. Alguns podem ser influenciados por você, outros dependem de uma pequena dose de sorte. Contando tudo isso, você precisa estar preparado para:

Aumentar os dias de estadia

Em Pucón, é comum ter chuva e muito vento, o que pode comprometer a subida ao vulcão Villarica. Além disso, caso a atividade vulcânica fique acima dos níveis normais, também vira motivo para não fazer o passeio. E nem adianta insistir: as agências cancelam o trekking em condições desfavoráveis e a própria CONAF apóia.

#dicadeviajante

1. A melhor época do ano para fazer o trekking é o verão, mas as agências oferecem essa opção durante o ano todo. Por isso, não se preocupe se não puder estar lá no período mais quente.

2. Para garantir a subida, considere uma estadia de 5 a 7 dias em Pucón e procure agendar logo para os primeiros dias. Assim, caso seu passeio seja cancelado, ainda há outros dias para remanejar.

Na base do vulcão villarica

Na base do vulcão Villarica: todas as subidas devem ser registradas na CONAF

Caminhar o dia inteiro

O trekking dura o dia inteiro e a maior parte dele é a subida. A sensação é que você passa boa parte do tempo subindo uma escada que vai te levar a mais de 2.800 metros de altitude. Não precisa saber escalar ou fazer alpinismo, mas um mínimo de preparo físico é necessário.

Carregar uma mochila com equipamentos e alimentos nas costas durante todo o percurso

Sim, cada um vai carregar seus próprios equipamentos, alimentos e água nas costas, o que deve render uns 7-10 kg a mais. Por conta disso, o passeio fica contraindicado para quem tiver problemas de coluna.

Pagar por um guia

Não é indicado fazer a subida ao vulcão Villarica por conta própria. É necessário contratar um profissional experiente para te acompanhar, seja particular ou em grupo. Nem mesmo os guias se garantem de ir desacompanhados, imaginem nosotros.

Além disso, cada subida é registrada e controlada pelo escritório do Parque Villarica, onde o guia informa sobre o horário da subida e se compromete de chegar ao cume até as 13h ou, caso não seja possível, descer antes disso. É, inclusive, por esse motivo que os passeios começam bem cedo.

Antes da subida ao vulcão Villarica

Provavelmente, você vai querer programar outras atividades por Pucón. E aqui tão as dicas que vão te salvar de furadas na hora de montar o roteiro pela cidade:

  1. Reserve um dia inteiro exclusivamente para a subida ao Villarica, não programando mais nada para o dia do passeio, porque vai ser cansativo.
  2. Na hora de pensar nas outras atividades por Pucón, tenha em mente a flexibilidade de remanejamento, já que as condições de clima e do próprio vulcão podem cancelar o trekking.
  3. Se for negociar outros passeios, procure ver com a mesma agência. Você pode conseguir descontos e, se tiver necessidade de fazer a troca das atividades, fica sendo mais simples.
  4. Não planeje atividades cansativas para a véspera para economizar as energias e nem para o dia seguinte, para recuperar. Por exemplo, se pretender explorar o Parque Huerquehue, tenha um dia entre ele e o Villarica. 😉

Para negociar o passeio ao vulcão Villarica

A melhor forma de conseguir um bom preço na negociação do passeio ao vulcão Villarica é ao vivo. Deixe para negociar quando chegar à cidade: pesquise entre as agências de turismo e coloque a sua lábia em ação, normalmente eles oferecem condições melhores se você tentar conversar. Encontramos variações de preços entre 100.000 CLP e 75.000 CLP (maio/2016), só andando pela Av. O’Higgins.

Para facilitar ainda mais a sua vida, faça isso logo assim que chegar à cidade para ter mais opções de datas e margem para negociar os valores para o trekking.

Não entre naquela conversa de que o mais caro vai oferecer o melhor serviço. Geralmente, os guias que vão fazer o acompanhamento das trilhas são os mesmos, sendo terceirizados por várias agências. Quanto ao equipamento oferecido, também é semelhante entre as operadoras.

Ah, e a maioria das agências só aceita pagamento em dinheiro, para facilitar a devolução no caso de cancelamentos, em que não se tenha como remanejar o passeio. Então, é bom estar preparado.

O que está incluído no pacote das agências de turismo?

Geralmente, o que todas as agências incluem no pacote são:

  • Os translados entre o hotel, a agência e a base do vulcão.
  • Os equipamentos:
    • Roupas de nylon para a prática do “skibunda” na descida (já vamos chegar lá), já que não molham, mas também não esquentam;
    • Capacete;
    • Luvas;
    • Sapatos apropriados para trilha;
    • Crampons, que são como ganchos para encaixar nos sapatos e andar na neve, evitando videocassetadas de escorregões no percurso;
    • Piolet, que parece uma picareta, muito útil no caso de escorregões e para frear o “skibunda”;
    • Base para o “skibunda”;
    • Máscara contra gases tóxicos do vulcão, usada só em caso de necessidade;
    • Mochila para carregar tudo isso e seus pertences.
  • Guias especializados, normalmente três: dois para ir no início e fim de fila e outro para acompanhar quem desista no meio do caminho.
Equipamentos - vulcão villarica

Equipada para a subida/descida! Crampons (à esquerda) e base para “skibunda” amarrada na cintura.

Agora sim, a subida ao vulcão Villarica

Quando se contrata uma agência (não um guia particular), o número máximo de pessoas que realiza a subida é de 12 pessoas, além dos guias. A regra é de 1 guia para cada 6 pessoas. Como geralmente são 2 guias fixos, daí o resultado.

O tempo de subida fica entre 4h e 5h.  A descida, em 1-2h. Por que a diferença? Continue lendo essa seção que você já vai descobrir.

O dia começa com as agências buscando todo mundo nos respectivos hotéis, por volta das 6h da matina, e levando para o escritório para serem todos equipados. Depois, por volta das 7h, todos embarcam no veículo para um translado até a base do vulcão, que dura por volta de 30 minutos. Até neste ponto, aproveite para ir ao banheiro, se sentir necessidade. Na base do vulcão tem alguns banheiros químicos que ainda dá para usar. Depois, no chance!

Nascer do Sol - Vulcão Villarica

O sol nos presenteando já de manhã, da base do vulcão, com o lago Villarica ao fundo

Na base do vulcão, a gente recebe as primeiras orientações do guia e é dado início, oficialmente, à nossa aventura. Quando o teleférico da base de ski está funcionando, é possível subir e economizar 1 hora de caminhada. Mas, essa parte é opcional, já que não está inclusa no preço das agências e é paga a parte (10.000 CLP, maio/2016). Se não tiver tiver teleférico, é “pernas para que te quero”, até o início da neve.

Teleférico - Vulcão Villarica

Não demos sorte: teleférico parado

Quando chegamos à neve, chegou a fase de fixar os crampons nos sapatos, usar o piolet e colocar os óculos escuros. Mas não se preocupe: tudo é avisado, explicado e supervisionado pelos guias, que são muito preocupados com a segurança. A partir daqui, a subida passa a ser em zigue-zague. Confesso que é a parte mais sacrificante, pois seus pés vão afundando na neve. É um pouco mais puxado que caminhar na areia. Já dizia o nosso guia, que estávamos acostumados com sol e praia brasileiros (para não dizer, sombra e água fresca)…

Vista - Vulcão Villarica

Não tem moleza, mas tem beleza para onde quer que a gente olhe

Quando você chega na cratera, além de ficar impressionado com aquele bichão fumegante e a vista incrível de Pucón e dos Lagos  Andinos do Chile, a sensação de superação é inevitável. O tempo que se fica lá no topo é curto: 10 minutos. Não dá para ficar muito, já que os gases são tóxicos. Mas são os 10 minutos que você vai lembrar para a sua vida!

Vulcão visto de outro vulcão - Vulcão Villarica

Do topo do Villarica, dá para ver vários vulcões, esse aí é só um deles

 

Lagos Andinos - Vulcão Villarica

A vista dos lagos é incrível!

E você pára e pensa: cheguei no auge do passeio. Não, mesmo! Ainda tem a descida! A gente dá uma caminhada até os túneis do “skibunda”, onde os guias mais uma vez explicam como usar a base e frear com o piolet. Depois disso, hora da diversão! O guia vai na frente para garantir a segurança e depois, um a um dos companheiros de grupo, dando uma distância saudável entre um e outro.

Descida - Vulcão Villarica

Já tá na hora de descer: bora pro “skibunda”!

Por conta do “skibunda”, a descida leva bem menos tempo e acaba sendo um bom descanso para as pernas. Depois, é andar mais um trecho e se encontrar com a condução da agência que leva de volta para Pucón. 🙂

#dicadeviajante

Uma coisa que vale comentar é que durante todo o passeio são feitas pequenas paradas para descanso, que duram entre 2-5 minutos. Elas são curtinhas para o corpo não esfriar do exercício. Nessa hora, priorize comer, se hidratar e retocar o protetor solar. Depois, aproveite para tirar suas fotos. Para isso, mantenha sua câmera a um fácil acesso.

As perguntas que não querem calar

Como se vestir?

Em camadas. Coloque uma camisa de meia manga por baixo, porque com o exercício dá para sentir calor. Mas tenha um bom casaco à disposição, pois com a altitude, a temperatura e o vento vão te fazer sentir frio na reta final.

Além disso, use uma calça apropriada para trekking, que te permita se movimentar com facilidade, e meias de cano alto e bem grossas, para esquentar os pés e proteger os tornozelos.

Como falei antes, não conte com as roupas que a agência fornece para esquentar. Elas são feitas de nylon, para não molharem durante a descida no “skibunda”, mas também não esquentam nadica de nada.

O que levar?

Já deu para perceber que as agências não fornecem alimentação e hidratação, né? Então, na véspera do trekking passe em um dos mercados de Pucón (tem dois na Av. O’Higgins, a principal) e compre frutas, sanduíches e aqueles chocolatinhos espertos para dar um boost no metabolismo.  Para se hidratar, leve em torno de 1,5 litro de água por pessoa.

Também não esqueça o protetor solar e óculos de sol, pois a neve reflete muito a claridade. De câmera, leve apenas o celular ou uma que seja pequena e possa ser facilmente colocada no bolso.

 Lembre que você vai levar todo peso nas costas, então, evite os excessos.

Muita gente desiste?

Segundo um dos nossos guias, 8 de cada 10 chegam no topo. No nosso grupo, éramos 11 e 9 chegaram lá em cima. Teve gente que ia desistindo quase no cume, mas com um pouco de apoio moral, alcançaram o objetivo. Ainda não soubemos de um brasileiro que tenha desistido. #brasileironãodesistenunca

Subida Vulcão Villarica

Marlon e o nosso amiguinho francês: o bom humor ajuda a manter o moral lá em cima!

Vale a pena o esforço?

Muito, muito, MUITO (fui bastante clara?!? :P). É uma experiência para a vida. Talvez o que mais vá ficar na memória seja a sensação de superação e a alegria de ser um dos que não desistiram do prêmio que é a vista lá de cima, tanto da cratera como da paisagem.

Quem aí arrisca subir o vulcão Villarica?

dayanalole Administrator

Apaixonada pela vida, tenta viver a expressão "carpe diem". Acredita que cada viagem é um meio de aprender mais sobre a humanidade e o seu próprio eu, por isso ama pôr o pé na estrada. Gosta de contribuir para que outras pessoas tenham experiências cada vez melhores de viagem, por isso quando sabe que um amigo vai viajar, já vem com sua listinha de dicas. A melhor viagem? É sempre a do momento.

23 comentários

  • Eduardo Marcelino
    Postado em 26/09/2016 em 6:30 Responder

    Olá!

    Muito legal o texto!
    Estou indo para Pucon nos próximos dias e gostaria de saber qual agência você contratou. Pode me dizer, por favor?

    Obrigado!

    • dayanalole
      Postado em 26/09/2016 em 7:32 Responder

      Oi, obrigada!!! 🙂

      Claro que posso. Foi a Magma Tour, uma pequenininha lá em Pucón. A página deles no Facebook é essa aqui.
      No fim das contas são os mesmos guias que fazem. A diferença é o preço das agências.
      Pode chorar porque o preço cai! rs

  • Rafaela Barros
    Postado em 09/11/2016 em 2:59 Responder

    Oie,
    gostei muito do texto também, pretendo ir em maio do ano que vem, e é uma viagem que estou preparando com muito carinho rs…
    Estou sentindo uma certa dificuldade em achar informações sobre o tempo por lá em maio, pois pelo que entendi ainda não é inverno, mas no vulcão até certa parte tem gelo o ano inteiro, mas como foi esses dias lá em maio? As outras atividades funcionam também normalmente em maio? Eu quero muito conhecer gelo, acho que neve não vai ser possivel… mas o que me diz sobre o tempo?

    • dayanalole
      Postado em 11/11/2016 em 3:04 Responder

      Oi, Rafaela.

      Você está super certa em planejar essa trip com todo carinho. <3

      Como você mesma disse, lá não é inverno nesse período. Mas faz um friozinho e venta bastante, por isso vá preparada para pegar uns 7-10 graus de temperatura.

      O topo do vulcão tem neve garantida o ano todo. No entanto, ela pode estar rasa e a subida até o topo não ser possível. Mas isso eles apenas conseguem avaliar lá na hora mesmo. Se tudo der certo durante a subida (caso você faça), conseguirá ter contato com a neve.

      Quanto às outras atividades como a visita às termas, o passeio no lago e ao Parque Nacional Huerquehue, estas funcionam normalmente. A única coisa que vou te falar que não vai funcionar é a estação de esqui, pois a neve fica "rasa" ou inexistente mais para baixo do vulcão durante essa época do ano.

      Espero ter te ajudado! 🙂

      Se ainda tiver dúvidas, fique à vontade para perguntar.

      Beijos!

  • Gabriela Macedo
    Postado em 12/01/2017 em 1:16 Responder

    Oi, estou em Pucon pesquisando valores e encontrei de 100.000 a 75.000 pesos também. Você lembra quanto pagou nessa agência Magma Tour? Obrigada!

    • dayanalole
      Postado em 12/01/2017 em 9:03 Responder

      Oi, Gabriela!

      Eu paguei esse valor de 75.000 pesos mesmo. 🙂

      Curta bastante aí!!!

      Beijos!

  • Marcos Reis
    Postado em 07/02/2017 em 2:09 Responder

    Olá. Estou pensando em conhecer Pucon no início de abril, logo, sem neve. Eu, às vezes, sinto dores no joelho após exercícios. Você acha que a subida é algo que força muito a articulação do joelho? Viu alguém no seu grupo reclamando de dores desse tipo, ou só era o cansaço mesmo? Valeu pela história que realmente incentiva e lindas suas fotos. Espero poder tirar iguais… rss

    • dayanalole
      Postado em 07/02/2017 em 2:29 Responder

      Oi, Marcos!

      Tudo bem? Olha, vou te ser bem sincera, eu senti bastante o joelho, por meses, depois da subida. E nunca tive problemas do gênero. Meu marido também achou puxado. A parte com maior esforço para o meu joelho foi o trecho de neve que pegamos. Até porque estava de mochila nas costas ainda… E mais uma coisa: infelizmente/felizmente, tem neve, pelo menos em um trechinho, o ano todo.

      Não quero te desanimar, bem pelo contrário. Mas sou sincera quanto a isso, pois sei que a experiência é realmente incrível, todavia, o seu bem estar fica em primeiro lugar. Como eu disse, boa parte do tempo, a sensação é de estar subindo constantemente uma escada. Converse com seu médico para ver se você consegue suportar esse esforço. 🙂

      Se quiser muito subir a um vulcão, tem também o Osorno, em Puerto Varas, que também tem uma vista maravilhosa! Com a diferença que tem agência que te leva até um ponto para, em seguida, acessar um teleférico para ir ao topo. Beeeem menos esforço com um prêmio bacana também. 😉

      Espero ter te ajudado e que você tire fotos incríveeeeeeis (depois me marca para eu ver, vou amar)! Qualquer coisa, pergunta aqui.

      • Marcos Reis
        Postado em 07/02/2017 em 3:18 Responder

        Agradeço imensamente sua franqueza sobre o que te pedi. Realmente não vale à pena tentar subir o vulcão em meio ao risco de que o meu joelho “acorde” no meio da subida. Vou refletir bem mais e julgar as comodidades oferecidas com o Osorno. Um abraço e valeu.

        • dayanalole
          Postado em 07/02/2017 em 3:20 Responder

          Fico feliz em ter contribuído! Sempre que precisar, estamos aí. 🙂

          Torço para que a sua viagem seja perfeita!

      • Nathali Costa
        Postado em 23/05/2017 em 9:04 Responder

        Olá, meu maior medo são as minhas articulações do joelho esquerdo (que já lesionei há uns dois anos) e as dos tornozelos que já doem por si só, mesmo eu tendo apenas 28 anos.
        Estou com viagem marcada para novembro/17 e já me matriculei numa academia este mês para adquirir o máximo de massa muscular possível, pois, quando estou fazendo musculação regularmente percebo uma melhora considerável nesses meus problemas. Já basta que em 2014 fui à Argentina e após uma caminhada de cerca de 2km meu pé direito começou a doer horrores e estraguei parte da viagem porque simplesmente não conseguia colocar o pé no chão quando esfriava muito – terrível 🙁
        Enfim, sei que há chances disso acontecer mas estou me preparando fisicamente para tentar driblar essas limitações \o/
        Além disso sofro com sinusite e rinite crônica, tbm já comecei um tratamento mais forte para tentar aguentar mudanças na questão respiratória.
        Rezando para que tudo isso seja suficiente.

        • dayanalole
          Postado em 23/05/2017 em 9:55 Responder

          Oi, Nathali.

          Acredito que você esteja no caminho certo! Talvez seja interessante conversar com os seus médicos (se já não o fez) e expor esse esforço que está se dispondo a fazer durante a viagem, para que eles orientem se há algo mais que possa contribuir para o seu sucesso.

          Te desejo uma excelente experiência e que volte para contar como foi, pois vou adorar ler seus relatos novamente. 🙂

          Beijos!

  • Rafael Zart
    Postado em 24/02/2017 em 4:29 Responder

    Parabéns pelo relato! estamos indo agora em março e gostaria de dicas de onde comer em púcon
    e quanto as roupas para o vulcão? as da escalada mesmo eles fornecem?

    obrigado

    • dayanalole
      Postado em 28/02/2017 em 6:57 Responder

      Oi, Rafael! Tudo bem?

      Como falei aqui em cima, as roupas de nylon são fornecidas para a subida ao vulcão. Mas é aconselhável ir com roupas que permitam flexibilidade e que te aqueçam (de preferência, se vestindo em camadas, pois o exercício pode te fazer suar!).

      Pucón tem ótimos restaurantes e dificilmente você irá se arrepender de comer em algum deles. Para economizar, você pode optar pelos menus (combinações de entrada com prato principal ou prato principal e sobremesa, normalmente). Vários restaurantes costumam oferecê-los com preços mais acessíveis. Você encontra a maior concentração deles na Avenida principal, a O’Higgins, e, principalmente, na Calle Fresia. Se você gostar de culinária italiana, recomendo o Fiorentini. Em termos de culinária local, indico o El Fogon, que também inclui pratos da culinária internacional. 😉

      Espero ter ajudado! 🙂

      • Nathali Costa
        Postado em 23/05/2017 em 9:10 Responder

        Olá, eu novamente (rsrs), tenho uma dúvida gigantesca…
        Meu marido teve limitações de crescimento e por isso hoje, mesmo com 34 anos, calça apenas 30/31… tô com receio de que ele tenha sérios problemas para subir por conta disso. Imagino que não haja calçados e talvez nem roupa para o tamanho dele (1,48m). Você lembra o tipo de bota fornecida por eles? Pensei em comprarmos e já garantir isso, mesmo ainda correndo o risco de precisar usar os grampos para subir na neve e não servir nos pés dele.
        Você pode me ajudar com essa informação?

        • dayanalole
          Postado em 23/05/2017 em 9:59 Responder

          Oi, Nathali.

          Fique à vontade para expor suas opiniões e dúvidas.

          Com relação à questão do seu esposo, realmente, é uma boa ideia adquirir uma bota. O ideal é que seja uma bota de cano alto, própria para trekking (na Timberland, você encontra ótimas opções – meu marido tem o modelo Flume Waterproof MID e realmente, foi uma excelente aquisição!), e impermeável, para que os pés dele não fiquem molhados no contato com a neve.

          Quanto aos grampos, uma notícia que deve te aliviar: eles são ajustáveis. O que já pode reduzir algum desconforto, caso haja. 🙂

          Espero ter ajudado! Qualquer coisa, só voltar que a gente continua batendo papo.

          Beijos!

        • Juliana Noronha
          Postado em 30/05/2017 em 6:59 Responder

          Olá, Nathali!
          Acabei de fazer a subida ao vulcão e lembro do guia ter falado que os calçados vão do 34 ao 52, não tenho certeza. E é permitido crianças a partir de 12 anos, então eles tem roupas em tamanho menores. Acredito que isso não será um problema para vocês!!
          Tenho o whatsapp do dono e guia da agência que fiz, posso pegar mais informações com ele se você precisar. Ou te passar o whatsapp dele. 😀
          É uma experiência única!!

  • Miriam kim
    Postado em 03/05/2017 em 8:32 Responder

    Eu nao dei conta de subir T.T
    Faz tempo que estou sem praticar atividade aerobica, apenas pilates.
    Nao aguentei subir. Fiquei com tontura e dor para respirar. Me sinto frustrada.
    Este relato nao é para desencorajar ninguem. Pelo contrario, prepare seu condicionamento fisico.
    Terei de voltar para tentar subir novamente 😉

    • dayanalole
      Postado em 03/05/2017 em 8:42 Responder

      Nossa, Miriam! Obrigada pelo seu relato. Mas não se sinta frustrada, essas coisas acontecem.
      A subida não é nada fácil e precisa, sim, de preparo.
      Da próxima vez, tenho certeza que vai conseguir!
      Beijos!

  • AMARILDO ANTONIO
    Postado em 06/05/2017 em 1:29 Responder

    Oi Dayanalole! Fiz quase toda a subida em 2008! Não consegui chegar ao cume, pois aproximadamente em 2500 metros, a subida ficou muito íngreme, e fiquei com medo de não ter força para cravar o machadinho no chão em caso de escorregar, pois comecei a tremer com medo! Fisicamente em relação ao cansaço, estava super bem! Uma pena, mas não me senti frustrado, pois aproveitei cerca de 90% da altura do Villarica, e aquela vista nunca sairá da minha mente! Porém, não desistirei, e sonho em um dia voltar a Pucón, que além do Villarica, é uma cidade encantadora! Foi incrível! Como dizem: super recomendo! Rsrsrs ! Um abraço e tudo de bom pra você!

    • dayanalole
      Postado em 06/05/2017 em 2:11 Responder

      Que máximo, Amarildo! Fico feliz que tenha aproveitado, mesmo não tendo chegado ao topo. É realmente uma experiência incrível!

      Torcendo para que você vá lá e curta muito (e mais até) a vista novamente. 😉

      Mega obrigada por compartilhar a sua experiência!!!

      Tudo de bom para você também. 🙂

  • Leonardo Ávila
    Postado em 15/06/2017 em 11:26 Responder

    Oii! Tudo bem? Adorei suas dicas.
    Então, vou ao Chile no mês que vem [fim de julho] e estou com vontade de ir a Pucón para tentar subir ao Villarica. Você sabe me dizer se nesse período há subidas, caso as condições estejam favoráveis? Disseram-me que não, ou que é praticamente provável que eu não suba nessa época :/
    Valeu! 🙂

    • dayanalole
      Postado em 21/06/2017 em 4:01 Responder

      Leonardo,

      As subidas dependem mais das condições do tempo que do período do ano. Dias com muita ventania ou em que o vulcão esteja com muitos gases tóxicos, por exemplo, impedem o passeio. Claro que vai ter estações que vão aumentar essa probabilidade (esse é o caso do verão, por exemplo). No inverno, pode ser que você dê a sorte de ter essas condições. Talvez as pessoas estejam se referindo à maior incidência de ventanias no período, porque lá venta bastanteeee!

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